{"id":2145,"date":"2013-11-13T14:11:19","date_gmt":"2013-11-13T17:11:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.exotics.com.br\/blog\/?p=539"},"modified":"2013-11-13T14:11:19","modified_gmt":"2013-11-13T17:11:19","slug":"539-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.exotics.com.br\/blog\/539-2\/","title":{"rendered":"Gentileza gera gentileza"},"content":{"rendered":"<p><em>O texto \u00e9 antigo, de 2009, mas o assunto n\u00e3o deixa de ser atual. Quando, conversando com uma colega aqui da Exotics, soube que hoje, 13 de novembro, \u00e9 o Dia Mundial da Gentileza, achei que o assunto mereceria espa\u00e7o e aten\u00e7\u00e3o. E, numa pesquisa na internet, encontrei a coluna que compartilho abaixo, que nos faz pensar sobre a import\u00e2ncia de pequenos gestos e ainda lembra o nosso Profeta Gentileza.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/www.exotics.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/gentil.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter  wp-image-540\" alt=\"gentil\" src=\"https:\/\/www.exotics.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/gentil.jpg\" width=\"576\" height=\"385\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>Gentileza gera gentileza<\/strong><\/p>\n<p><em>Por Eliane Brum<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vivo num pr\u00e9dio em que boa parte das pessoas n\u00e3o d\u00e1 bom dia. Nem mesmo um grunhido. Nada. Fora o resto. Na semana passada, abrimos o porta-malas do carro para retirar as compras do supermercado, bem ao lado do elevador. Duas mulheres puxaram a porta antes que consegu\u00edssemos alcan\u00e7\u00e1-la, para n\u00e3o ter de dividir o elevador. Puxaram a porta, porque se ela tivesse fechado naturalmente teria dado tempo de entrarmos. D\u00e1 para acreditar? Claro que d\u00e1. Volta e meia cruzo no p\u00e1tio, indo ou vindo, com gente que vai ou vem \u2013 e abaixa rapidamente a cabe\u00e7a para n\u00e3o cruzar os olhos e, ent\u00e3o, ser obrigada a me cumprimentar. Essas pessoas n\u00e3o me conhecem, nem sabem se sou bacana ou chata, logo, n\u00e3o \u00e9 pessoal. At\u00e9 o zelador, cujas atribui\u00e7\u00f5es incluem dar bom dia, s\u00f3 cumprimenta quando est\u00e1 de bom-humor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ent\u00e3o, aconteceu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aquele vizinho, em especial, me irritava muito, porque ignorava solenemente meus sonoros bom-dia e boa-noite. Ele simplesmente passava por mim \u2013 e por todo mundo \u2013 numa marcha militar, olhos fixos em alguma movimenta\u00e7\u00e3o de tropas no campo advers\u00e1rio. Eu voltava da minha aula de pilates, na manh\u00e3 de quarta-feira, toda alongada e saltitante, quando o vi avan\u00e7ando em passadas largas na minha dire\u00e7\u00e3o. \u201cBom dia!\u201d, eu disse. Nada. Grilos. Cri, cri, cri.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aquilo me irritou muito. Mas muito mesmo. N\u00e3o pensei. Simplesmente me virei, marchei mais r\u00e1pido do que ele, postei-me na sua frente e gritei: \u201cBom dia! \u00c9 importante dar bom dia para as pessoas!\u201d. Ele ficou totalmente desconcertado. E o resto eu n\u00e3o vi, porque marchei direto para o elevador, num passo t\u00e3o marcial como o dele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi uma cena totalmente absurda. Eu fui absurda. At\u00e9 \u00e9 poss\u00edvel reivindicar boa educa\u00e7\u00e3o \u2013 embora seja cada vez mais dif\u00edcil. Mas \u00e9 imposs\u00edvel exigir gentileza. E n\u00e3o \u00e9 nada gentil obrigar algu\u00e9m a ser gentil. Eu fui o oposto de gentil gritando diante do homem que ele deveria ser gentil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas o epis\u00f3dio serviu para que eu pensasse nessa virtude t\u00e3o subestimada em nosso mundo. Gentileza parece algo menor, descart\u00e1vel. Em alguns casos, at\u00e9 meio ot\u00e1rio. Ou fora de moda. At\u00e9 para escrever essa coluna me pareceu prosaico demais. Pensei: v\u00e3o achar que estou sem assunto. Ent\u00e3o, decidi correr o risco de soar piegas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cGentileza gera gentileza\u201d, o t\u00edtulo da coluna, foi tomado emprestado dele, o pr\u00f3prio Gentileza. Se voc\u00ea n\u00e3o o conhece, v\u00e1 atr\u00e1s de sua hist\u00f3ria. Garanto, vai ganhar o dia. Eu mesma, na minha ignor\u00e2ncia, s\u00f3 sabia que Gentileza havia sido um poeta das ruas que escrevia pelas pilastras do Rio de Janeiro, um pouco maluco, meio folcl\u00f3rico, um tanto extraordin\u00e1rio. E que um dia foi tema de uma m\u00fasica de Marisa Monte. Era bem mais do que isso, descobri. Gentileza foi um grande homem, com um grande legado e uma grande vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Passou a maior parte dela pregando a gentileza como um modo de existir. Depois que morreu, em 1996, velhinho, aos 79 anos, a Companhia de Limpeza Urbana do Rio cobriu seus escritos nas pilastras do viaduto do Caju com tinta cinza. N\u00e3o podia ser mais simb\u00f3lico. O apagamento de Gentileza gerou um movimento de rea\u00e7\u00e3o chamado \u201cRio com gentileza\u201d, que resgatou o livro urbano de Gentileza e prop\u00f5e a gentileza como uma forma de estar no mundo. Comecei a pesquisar sobre o Gentileza na internet e de cara\u00a0<a href=\"http:\/\/riocomgentileza.com.br\/\" target=\"_blank\">entrei no site do movimento<\/a>. Depois de uma del\u00edcia de passeio por l\u00e1, sa\u00ed com vontade de propor o movimento Brasil com gentileza para o meu vizinho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 s\u00e9rio. Parece pouco. \u00c9 muito. Faz uma enorme diferen\u00e7a. Quando somos maltratados em algum lugar, por algu\u00e9m, isso j\u00e1 envenena o nosso dia. E desencadeia rea\u00e7\u00f5es desencontradas em cadeia. Por outro lado, \u00e0s vezes nem percebemos, mas a beleza de outro dia, nosso suspeito bom-humor num dia comum, come\u00e7ou l\u00e1 atr\u00e1s, quando algu\u00e9m teve um gesto gentil, nos acolheu com simpatia, nos tratou bem. Seja o nosso chefe, o motorista do \u00f4nibus, o balconista da padaria. Faz bem para a vida ser tratado com gentileza. E um gesto gentil tamb\u00e9m desencadeia rea\u00e7\u00f5es similares em cadeia. Gentileza, o profeta, tinha toda a raz\u00e3o quando respondia aos que o chamavam de maluco: \u201cMaluco pra te amar, louco pra te salvar\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gosto muito de observar as pessoas, os enredos. Percebo que grandes desencontros s\u00e3o desencadeados por um detalhe muito pequeno. \u00c9 como aquelas cenas de anima\u00e7\u00e3o, em que o personagem tira uma pedrinha do lugar e causa uma avalanche. Voc\u00ea j\u00e1 deve ter visto em alguma reuni\u00e3o de empresa ou mesmo dentro de casa ou numa reparti\u00e7\u00e3o p\u00fablica. Algu\u00e9m fala algo sem nenhuma gentileza, que poderia ser dito de um jeito muito mais cuidadoso. O destinat\u00e1rio daquela mensagem recebe como agress\u00e3o e retruca um tom acima. Da\u00ed em diante, j\u00e1 era. N\u00e3o acaba em nada de bom.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se cada um de n\u00f3s fizer uma reconstitui\u00e7\u00e3o mental do nosso dia, hoje mesmo, vai perceber que o pior dele foi causado porque n\u00e3o foram gentis conosco nem fomos gentis com os outros. Desde o bom dia que faltou, o por favor que n\u00e3o foi dito, a buzina desnecess\u00e1ria no tr\u00e2nsito, a cara fechada, o sorriso que economizamos, a ajuda que poder\u00edamos ter dado e n\u00e3o demos, ou ainda a que n\u00e3o recebemos, o elogio que n\u00e3o veio, a cr\u00edtica que deveria ter sido feita para somar, mas foi programada para massacrar, o veneno que escorreu da nossa boca e da dos outros. Uma soma de pequenos e desnecess\u00e1rios gastos de energia que s\u00f3 serviram para nos intoxicar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gentileza \u00e9 o exerc\u00edcio cotidiano de vestir a pele do outro. \u00c9 cuidar n\u00e3o de algu\u00e9m, mas de qualquer um. Mesmo que ele n\u00e3o seja nosso parente, mesmo que seja um estranho. Cuidar por nada. Sem precisar de motivo. Cuidar por cuidar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por que algo t\u00e3o essencial se tornou sup\u00e9rfluo? Porque gentileza n\u00e3o se consome, talvez. N\u00e3o tem valor monet\u00e1rio. N\u00e3o se ganha nada de material com ela. Tamb\u00e9m n\u00e3o custa nada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta, em parte, \u00e9 a insubordina\u00e7\u00e3o contida na arte de Gentileza, o poeta das ruas. Ele, que nunca aceitou um centavo pela sua gentileza. Dizia: \u201cCobrou \u00e9 traidor \u2013 o padre t\u00e1 esmolando, o pastor t\u00e1 pastando e o papa t\u00e1 papando, pap\u00e3o do capeta capital\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O resgate desta gratuidade, de algo que \u00e9 dado sem esperar nada em troca, \u00e9 o que faz nosso mundo estremecer. Como o que Gentileza deu \u00e0 cidade do Rio de Janeiro: n\u00e3o apenas seus escritos, mas seu existir. Sua est\u00e9tica era sua \u00e9tica, ele as continha ambas no seu viver.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Era grande o que ele gerava nas vizinhan\u00e7as do Caju, ao dar algo que ningu\u00e9m pediu \u2013 sem querer ganhar nada com isso. Nos \u00faltimos tempos s\u00f3 acenando sorridente ao lado de sua obra f\u00edsica. Suavemente ele punha abaixo a l\u00f3gica do mundo. S\u00f3 sendo. E ser era t\u00e3o subversivo que, na \u00e9poca da ditadura, chegaram a achar que Gentileza era comunista. Teve de dar explica\u00e7\u00f5es \u00e0s autoridades sobre as iniciais PC do estandarte que ent\u00e3o carregava pelas ruas: n\u00e3o, n\u00e3o, PC n\u00e3o era Partido Comunista, mas Pai Criador.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje, tratar mal as pessoas, marchar pelos corredores, fechar a cara, n\u00e3o dar bom dia e dizer coisas duras sem nenhum cuidado parece ser um atributo dos poderosos. Quase uma virtude. Ao conhecer alguns CEOs por a\u00ed, fico imaginando se no curr\u00edculo deles est\u00e1 escrito: \u201cH\u00e1 20 anos grita com quem est\u00e1 abaixo dele na hierarquia\u201d. Ou: \u201cTem PhD por Harvard em humilha\u00e7\u00e3o dos subordinados\u201d. Ou ainda: \u201cMassacra os funcion\u00e1rios em ingl\u00eas fluente, mas se for necess\u00e1rio pode xingar tamb\u00e9m em franc\u00eas e mandarim\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O conjunto de caracter\u00edsticas que costuma cercar o poder \u00e9 imediatamente incorporado pelos subordinados. Nessa l\u00f3gica, h\u00e1 sempre algu\u00e9m mais ferrado que podemos maltratar, a quem n\u00e3o precisamos beneficiar n\u00e3o com a nossa gentileza, porque gentileza n\u00e3o tem nada a ver com isso, mas a quem n\u00e3o precisamos beneficiar com a nossa bajula\u00e7\u00e3o. Canso de ver motoboys ser maltratados por recepcionistas de empresas chiques, enquanto me tratam bem porque numa r\u00e1pida avalia\u00e7\u00e3o da minha roupa acreditam que talvez, quem sabe, posso ser algu\u00e9m importante. Canso tamb\u00e9m de ser gentil e, por isso, ser tratada com rispidez, porque confundem minha gentileza com fraqueza. Recuso-me a embarcar nessa l\u00f3gica que me obrigaria a falar alto e exalar arrog\u00e2ncia para ser tratada com defer\u00eancia. Prefiro falar com delicadeza e exalar apenas o meu perfume.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Acho que ser gentil n\u00e3o \u00e9 nada prosaico, \u00e9 um ato de resist\u00eancia diante de uma vida determinada por valores calcul\u00e1veis: s\u00f3 fa\u00e7o tal coisa se ganhar algo em troca, seja dinheiro ou um dos muitos pequenos poderes ou um ponto a mais com quem manda. A gentileza vira essa l\u00f3gica do avesso: sou gentil sem esperar nada em troca. Sou gentil porque sou. N\u00e3o porque tenho ou porque quero. Apenas sou. E, como sabemos, o ter \u2013 o consumir desenfreado \u2013 \u00e9 aquele que vai tentar preencher o buraco aberto pela impossibilidade do ser.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Numa de suas interna\u00e7\u00f5es porque algu\u00e9m decidiu que ele era louco, Gentileza passava os dias com os outros internos ao redor, pregando sua gentileza. At\u00e9 que um psiquiatra teria dito: \u201cGentileza, voc\u00ea veio aqui para n\u00f3s te curarmos ou para voc\u00ea nos curar?\u201d. Algu\u00e9m que, como ele, havia se desfeito de todo o patrim\u00f4nio para pregar a gentileza s\u00f3 poderia mesmo ser considerado louco nesse mundo. Mas, ainda bem, havia um m\u00e9dico que tamb\u00e9m era um pouco doido para devolver Gentileza \u00e0s ruas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dia desses flagrei-me sendo indelicada com a mo\u00e7a do telemarketing. Me senti muito mal. \u00c9 chato, todo mundo sabe. Ela tamb\u00e9m acha chato, tenho certeza, ter de falar como um rob\u00f4 horas a fio, dia ap\u00f3s dia. \u00c9 bem pior para ela do que para mim. Desde ent\u00e3o, tenho me esfor\u00e7ado. Pouco antes de come\u00e7ar a escrever esse texto peguei a mim mesma respondendo secamente a uma assessora de imprensa que ligou, errando o meu nome (Elaine Blum) e perguntando se eu trabalhava com um tema que n\u00e3o tem nada a ver com o que fa\u00e7o. \u00c9 verdade que n\u00e3o \u00e9 legal errar o nome e a \u00e1rea das pessoas para quem queremos dar uma informa\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m \u00e9 \u00f3bvio que ela preferia acertar. \u00c0s vezes at\u00e9 nos convencemos que temos raz\u00e3o de sermos incivilizados, mas n\u00e3o temos. Se t\u00ednhamos alguma, a perdemos no momento em que agimos mal. E sempre h\u00e1 um jeito de dizer, mesmo coisas muito duras, sem arrasar quem nos escuta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tenho uma grande amiga que se apaixonou por um homem numa festa. Foi um dos poucos casos de amor ao primeiro gesto que testemunhei. Ela derrubou comida na roupa e ele imediatamente pegou um guardanapo para ajud\u00e1-la a se limpar. Logo depois, a encontrei no banheiro e ela me pegou pelo bra\u00e7o: \u201cVou casar com aquele cara\u201d. E eu, chocada diante de algu\u00e9m que era famosa por ser avessa a casamento: \u201cComo assim?\u201d E ela: \u201cEle \u00e9 gentil\u201d. Ele era \u2013 e \u00e9 \u2013 um homem incrivelmente gentil. Est\u00e3o juntos h\u00e1 sete anos, e o deles \u00e9 um dos casamentos mais felizes que conhe\u00e7o. Minha amiga, que tinha alguns cantos bem abruptos, ganhou contornos mais arredondados: descobriu que tamb\u00e9m havia uma mulher gentil morando dentro dela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gentileza n\u00e3o \u00e9 mesmo algo que temos, \u00e9 mais algo que somos. E que nos tornamos. Talvez o verdadeiro poder esteja naquele que pode dar sem esperar nada em troca. Como Gentileza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim como inventaram um dia sem carro, acho que pod\u00edamos criar um dia com gentileza. N\u00e3o precisa ser uma campanha de massa, basta uma decis\u00e3o interna, silenciosa, de cada um. S\u00f3 para experimentar. Um dia s\u00f3 tentando ser gentil. Engolindo a palavra r\u00edspida, calando a fofoca ainda no es\u00f4fago, olhando de verdade para as pessoas, escutando o que o outro tem a dizer, mesmo que n\u00e3o nos pare\u00e7a t\u00e3o interessante, sorrindo um pouco mais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pequenos gestos. Segurar o elevador, dar oi e dar tchau, n\u00e3o se atravessar na frente de ningu\u00e9m nem sair correndo para ser o primeiro, ter paci\u00eancia em vez de se irritar, elogiar um pouco mais, deixar passar o que n\u00e3o foi t\u00e3o legal, mas tamb\u00e9m n\u00e3o foi t\u00e3o grave e, quando a cr\u00edtica for imprescind\u00edvel, abusar da delicadeza. Um dia s\u00f3, mesmo que seja apenas para experimentar algo diferente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quem sabe o que pode acontecer?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><a href=\"http:\/\/revistaepoca.globo.com\/Revista\/Epoca\/0,,EMI96818-15230,00.html\" target=\"_blank\">Clique aqui para acessar a coluna na Revista \u00c9poca.<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O texto \u00e9 antigo, de 2009, mas o assunto n\u00e3o deixa de ser atual. 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